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A Relação Terapêutica nas Consultas de Psicologia e Psicoterapia

Atualizado: há 6 dias








A Relação Terapêutica e a sua Importância no Sucesso da Psicoterapia


Porque é que a psicoterapia funciona? Para responder a essa pergunta de forma completa, seria necessário referir todos os livros e estudos conduzidos sobre o tema ao longo dos anos. No entanto, há um ponto sobre o qual existe consenso: a importância da relação terapêutica entre psicoterapeuta e cliente.


O que é a Relação Terapêutica?


A relação terapêutica, ou aliança terapêutica, é um vínculo de confiança entre o terapeuta e o cliente. Não se trata apenas de uma relação profissional, mas de uma aliança baseada em respeito mútuo, compreensão e empatia. Esta inclui três elementos essenciais: Acordo mútuo face aos objetivos, acordo sobre as tarefas essenciais para alcançar esses objetivos e o desenvolvimento de um vínculo emocional positivo entre cliente e terapeuta, seguro e de aceitação mútua (Bordin, 1979).





Porque é tão importante nas Consultas de Psicoterapia?


Ao longo dos anos têm sido vários os estudos que incidem sobre este tema e todos têm resultados similares: a qualidade da relação entre terapeuta-cliente está fortemente correlacionada com resultados terapêuticos positivos (Wampold & Imel, 2015).


Na verdade, esta aliança parece ser mais importante para o sucesso da terapia do que as abordagens e técnicas utilizadas (Baldwin et al., 2007; Ardito & Rabellino, 2011).


O ser humano é naturalmente social e muitas das suas aprendizagens mais significativas ocorrem nas suas interações. Quando as relações iniciais de uma pessoa são disfuncionais, é provável que ela desenvolva padrões de funcionamento, comportamento e relacionamento igualmente disfuncionais.


A relação terapêutica desempenha um papel crucial ao funcionar como um modelo para as relações na vida da pessoa. Esta proporciona uma nova oportunidade de aprendizagem, num espaço seguro, de validação e compreensão, mas também de desafio.



Encontrar o Psicoterapeuta/ Psicólogo “Certo”


Encontrar esta aliança no primeiro terapeuta com quem se cruza nem sempre é fácil e isso é perfeitamente normal. É importante continuar a investir no processo, refletindo sobre o que não funcionou, de modo a aproximar-se de uma escolha que atenda melhor às suas necessidades. Sentir-se conectado, ouvido e seguro é fundamental.


A Dinâmica da Aliança Terapêutica


Vale ressaltar que a aliança terapêutica é um elemento dinâmico e que, em alguns momentos poderá estar mais forte e outros em que poderá parecer mais frágil. É um aspeto natural da relação. Comunicar quando algo não está bem é essencial. Essa comunicação aberta permite a reconstrução e fortalecimento da aliança terapêutica, ou até mesmo o término do acompanhamento, se necessário. O importante é manter uma comunicação honesta para que a terapia seja verdadeiramente eficaz e beneficie o bem-estar.





Se ficou com alguma questão acerca deste ou de outros temas relacionados com a Psicologia, a Psicoterapia e sobre como o/a podemos ajudar, não hesite em contactar-nos, através dos contactos existentes em todas as páginas do site. Se quiser saber mais sobre mim e as minhas consultas ou escrever-me pessoalmente basta clicar neste link: Beatriz Câmara Lourenço - Psicóloga - Psicoterapeuta. Serei breve na resposta. Muto obrigada!



Referências:

  • Baldwin, S. A., Wampold, B. E., & Imel, Z. E. (2007). Untangling the Alliance–Outcome Correlation: Exploring the Relative Importance of Therapist and Patient Variability in the Alliance. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 75(6), 842-852.

  • Bordin, E. S. (1979). The generalizability of the psychoanalytic concept of the working alliance. Psychotherapy: Theory, Research & Practice, 16(3), 252-260.

  • Wampold, B. E., & Imel, Z. E. (2015). The Great Psychotherapy Debate: The Evidence for What Makes Psychotherapy Work (2nd ed.). Routledge.

  • Ardito, R. B., & Rabellino, D. (2011). Therapeutic alliance and outcome of psychotherapy: Historical excursus, measurements, and prospects for research. Frontiers in Psychology, 2, 270.

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