Dias Úteis - Psicologia - Intervenção e Tratamento em caso de AVC

AVC - Acidente Vascular Cerebral

Estima-se que cerca de 15 milhões de pessoas no mundo são vítimas de AVC’s, sendo que no nosso país esta doença encontra-se, todos os anos, entre as maiores causas de morte.
A maioria dos AVC’s resultam em algum tipo de alteração a nível cognitivo. Dependendo da(s) artéria(s) e das regiões cerebrais afectadas, podem causar problemas como: paralisia e alterações da motricidade, memória, linguagem oral e escrita, funções visuoespaciais, funções executivas, alterações de humor. Estas alterações cognitivas podem ser gerais e estarem relacionadas com a lentificação no processamento da informação, ou ocorrerem num domínio mais específico, nomeadamente na memória, atenção, linguagem, raciocínio, flexibilidade mental, planeamento e organização.
O neuropsicólogo tem um papel fundamental na reabilitação da função cognitiva mas também na normalização da dimensão emocional e comportamental pós-AVC.
O objectivo de um programa de reabilitação consiste em restituir a função perdida graças aos mecanismos de plasticidade cerebral (capacidade para usar outras zonas cerebrais, não afetadas pelo AVC, para assumir as funções das respectivas áreas afectadas). Neste caso, a intervenção é muito mais dirigida para o treino das funções (ex: treino de memória) com o objectivo de aproximá-las o mais possível do estado anterior à lesão, permitindo que o paciente se torne o mais independente possível. 
O exame e intervenção neuropsicológicos fornece ainda informações sobre as repercussões psicológicas do AVC ao paciente e familiares.
Ajuda na alteração de comportamentos que possam interferir no bem-estar da pessoa ou de quem a rodeia, procurando reencontrar em conjunto o equilíbrio emocional e desenvolver estratégias de aprendizagem para, então, conseguirem lidar com as adversidades.
As limitações motoras ou cognitivas podem implicar mudanças importantes na vida familiar e muitas vezes requerem uma orientação de um profissional que saiba trabalhar os processos psicológicos inerentes.
Problemas psicoemocionais associados ao AVC: depressão, comportamentos obsessivo-compulsivo, dificuldades no controlo inibitório sentimentos como o medo, ansiedade, frustração, raiva, tristeza e mágoa.
Para um melhor prognóstico contribuem:
 
A condição cognitiva inicial do paciente;
 
A extensão da gravidade da lesão - quanto menor a área lesionada, melhor o prognóstico;
Idade do doente - quanto mais jovem, maior o potencial de recuperação;
 
A motivação e o suporte familiar e social;
 
A precocidade da intervenção - a intervenção deve começar o mais cedo possível. Os primeiros seis meses após o AVC são considerados como o período no qual maior progresso pode ser conseguido isto é, entre 85% a 90% da recuperação total possível.
 
As alterações psicológicas do foro emocional, não devem nunca ser descuradas, uma vez que irão afectar o empenho do doente na própria recuperação.
 
Nos programas de reabilitação devem constar tarefas que possam representar situações do quotidiano em que o paciente possa raciocinar, tomar decisões, entender o discurso corrente e expressar pensamentos e sentimentos.
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